A Mochila Crônica

Isso aqui não é um relato de viagens. Também, ainda que pareça, não é a mera busca clichê de um “sonho”. Muito menos a ideologia barata vendida pelas esquinas, onde é comum se ouvir dizer: “nossa, sou apaixonado por viagens, mas não tenho tempo e dinheiro para realizar minha extravagância europeia”. Esse não é um desafio para turistas e amadores, é um desafio para quem enxerga poesia em um mundo que nem sempre fica belo quando despido.

A minha mochila escreve crônicas do mundo real, do alto de meus ombros cansados, conduzida pelos pés que calçam botas sujas de pó, lama e merda. Eu vou. Sempre vou. Apenas vou. Pra frente. Com uma câmera na mão e a boca seca pela ansiedade da próxima parada, pelo fascínio que é o desconhecido.

Quando acordo em uma cama com lençóis de procedência duvidosa, em um quarto quente cheio de pessoas falando línguas e dialetos, ponho meus pés naquele chão sujo e realizo: é mais um dia, mais um na cruzada crônica pelo lado incomum, exótico, bizarro e aventureiro da vida. Mergulho sem roupas no âmago e salto com o coração pulsante de um lugar, deixo me apaixonar.

Farejo as experiências mais ousadas, imprevisíveis e talvez inconsequentes, as que escancaram e arrancam as tripas do mundo em que vivemos. Eu vivencio, eu reporto e faço mágica com a licença lírica a mim concedida. Esteja eu onde estiver, estarei brindando aos mistérios e ao esplendor cru da vida, em qualquer canto fantástico do planeta.

SOU VIAJANTE, NÃO TURISTA.

 

 

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