Road trip pelos Andes vai até janeiro

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Numa época do ano onde a aglomeração humana é regra, o mundo se abraça formando uma grande redoma sebosa de suor entre fogos de artifício e superstições baratas à beira mar. Amparados por sonhos e recomeços; mudanças e encorajamentos furados; jogam na convenção invisível – e meramente organizacional – que é o tempo: a responsabilidade para o sucesso no amor, na conta bancária e nas promoções por horas de morte no escritório. Tudo, obviamente, agendado pelos lapsos farsantes das intenções benevolentes expurgadas por meio dessa catarse fajuta que veste branco pela paz no toque do gongo aclamado, na virada dos “365 dias para fazer diferente”.

Então o Mochila Crônica, em sua nova fase jornalística, viajante, gastronômica, fotográfica, cinematográfica; de opiniões ácidas e literatura suja, não poderia simplesmente escolher uma beira de praia qualquer para pular ondinhas; ou uma cobertura de luxo cheia de putas à procura do novo amor – com suas calcinhas vermelhas novas e frutas da época em taças de espumante. Seria comum demais para um personagem que sempre andou à contra mão disso.

Nós decidimos pegar o carro 1.0, nossos utensílios de camping, faltar o niver de Jesus e fazer poeira onde a estrada realmente é empoeirada. Fomos buscar no alternativo uma maneira mais original de trepar a cerca de 2016, fazendo a diferença em nossa história. É por isso que vamos escalar a espinha dorsal do nosso continente, conquistando os Andes pelo norte argentino até chegar ao deserto mais seco do mundo: CHAPAS, PREPAREM-SE PARA O ATACAMA!

A rota

Uma passada para conferir as ruínas das controversas Missões Jesuíticas, onde o Diabo da escravidão transitou no Inferno camuflado de Céu, num jogo de interesses entre imperialistas e religiosos. Desde ali um giro completo pelas rutas que carcomem as “quebradas” argentinas da Província de Salta, embriagando-nos com os barris do puro vinho de altitude em Cafayate.

A maior queima de fogos da galáxia acontece diariamente num dos céus mais limpos do mundo, em San Pedro de Atacama. É lá que teremos o prazer de uma “hospedagem” em um “hotel de 5 milhões de estrelas”, num réveillon selvagem, desértico, extremo e árido, por vezes na companhia de lhamas e coyotes; outras apenas do uivo dos ventos.

De volta para a Argentina, vamos percorrer a Cuesta del Lipan, cortando salares até chegarmos à “Quebrada Humauaca”, onde o argentino é mais andino e, definitivamente, nada portenho. De Purmamarca, Tilcara e Maimará começa nossa peregrinação derradeira em regresso ao Brasil, quem sabe até rasgando o Paraguai de Asunción a Ciudad del Este para comprar camisinhas musicales.

Vem com a gente, acompanha sem medo. A reestreia do novo Mochila Crônica promete apenas mais conteúdo. Informação, opinião, registros em foto e vídeo, linguagem própria, poesia e compartilhamento de experiências, isso tudo agora tem aqui no blog, no Insta @mochilacronica e na fanpage.

Nascemos literários, e pra sempre seremos. Porque onde houver uma palavra com a assinatura do Mochila Crônica, haverá devoção a uma Deusa chamada LITERATURA.

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